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RADIANTESUINGABRUTOAMOR

Gustavo da Lua

2013©

 

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Gustavo da Lua canta a mulher
e o amor em tempos de fúria

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Xico Sá

Músico integrante da Nação Zumbi, uma das maiores bandas em atividade no país, o pernambucano Da Lua faz do seu primeiro disco solo um manifesto romântico, uma bendita louvação às mulheres e um destemido pronunciamento em defesa do amor nos tempos de fúria.

 

Filho de Olinda radicado em SP há 12 anos, com destacada participação em trabalhos de artistas e grupos como Otto, Los Sebozos Postizos, Seu Jorge & Almaz, o percussionista chega com personalidade e pegada autoral para tornar mais “caliente” a trilha sonora contemporânea. É só ouvir a faixa “Camel Toes”, a simbólica pata de camelo que nos chega como um hino ao sexo feminino, uma lição de anatomia e, melhor ainda, uma exaltação à origem da vida.

 

RADIANTESUINGABRUTOAMOR é uma fusão de palavras que decifra o espírito do disco de Luís Gustavo - o batismo original de Da Lua que nos remete, sem escala, ao universo latino dos intérpretes mais sentimentais.

 

Cada um interpreta a seu modo, como toda arte. Viajo assim nas 23 letras quer formam o denso e vasto título:

 

É “Radiante” na manifestação amorosa em tempos de homens frouxos, “Suinga” no salão e no terreiro das influências dos ritmos afro-brasileiros, “Bruto” como a verdade da carne e do sexo selvagem e “Amor”, meu amigo, como fogo e gasolina, incêndio e combustível da razão da existência.

 

É só uma forma, entre mil e uma noites e possibilidades, de ouvir este disco em que os fragmentos do discurso amoroso das letras fazem um bem-casado completo com a visceralidade  e sutileza  das interpretações e  arranjos -riffs e melodias  de guitarras são bem  marcadas, baixos densos,  somado a vocais, teclados e  percussões acústicas e digitais. Na viagem e mistura de ritmos e canções, Da Lua imprime a sua marca seja em no coco, no carimbó ou no bolero, passando pelo afro-rock, a surf music, o brega sem cerimônias, a  jovem guarda, o hip hop/ soul/ funk e seus derivativos.

 

Na estrada desde adolescente, Da Lua foi um dos criadores, em 1996, do Sheik Tosado, importante grupo da cena pós-mangue-beat. Seus camaradas nessa aventura musical foram China, Carranca e Ximarú.

 

Essa longa experiência e convivência fez deste olindense um músico respeitado pelos seus contemporâneos. Basta ler os créditos das faixas deste disco para sentir a “moral” do artista. Estão lá Gabriel Melo (produtor), Rodrigo Brandão, Pupillo, Dengue, Fernando  Catatau, Lira, João do Chelo, Jorge Du Peixe, Juliano Holanda, Toca Ogan, entre tantos outros bambas.

 

Luís Gustavo, o Da Lua, está na luxuosa companhia de grandes parceiros, mas chega com vigor, pronúncia e batida de protagonista, dono da voz, um artista capaz de juntar gente boa – dom e sorte de quem tem a manha- e crescer mais ainda. Como na “Melô do meninão”, faixa em que o homem amadurece, tem a sabedoria da prosa, do diálogo com a moça, e recita seu verso de regeneração. É coisa de gente grande, minha gente. Foi um prazer ouvir e viajar no expresso RADIANTESUINGABRUTOAMOR.